Jornalismo Online

Reportagens desenvolvidas pelos estudantes do curso de Jornalismo da UCDB.





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terça-feira, 30 de novembro de 2010

A bênção, João de Deus - de Pe. Zezinho

Muito cantado durante suas visitas ao Brasil, o hino em homenagem à João Paulo II é de autoria do Pe. Zezinho.

De tão famoso, o hino passou a ser cantado pela torcida do Fluminense Football Club, do Rio de Janeiro/RJ, nos momentos difíceis. Por mais coincidência que pareça, o time geralmente se recuperava na partida, virando o placar.

Aqui, um link para o hino, no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=JTSnjv4hpXs

Já aqui, um link com a torcida do tricolor carioca: http://www.youtube.com/watch?v=Tceat9y-MCE

(NR)

A bênção, João de Deus...

Por Nyelder Rodrigues


Trinta de junho (30/06) de 1980. O polonês Karol Józef Wojtyla chega ao Brasil e beija o chão de Brasília. Sim, o cidadão do mundo João Paulo II chega a uma das maiores nações católicas do mundo. João de Deus, o Papa santo, o Papa pop. Não importa. Essa foi a primeira visita de um Papa ao país. Foi a primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

Vinte e um de outubro (21/10) de 1991. O conclamado homem, carismático e querido pelo mundo, visita Campo Grande/MS. Foram duas missas: uma campal e outra na Igreja de Santo Antônio, centro da Capital. A primeira, foi marcante. Milhares de pessoas aglomeradas em um terreno vazio, descampado, assistindo a uma das pessoas, quase entidade, mais adorada e venerada do mundo.

Já se foram 19 anos da visita e João Paulo II deixou saudades e lembranças de tal dia, que ainda resistem. No terreno descampado, hoje há a Praça do Papa, também chamado por Memorial do Papa, onde além de uma escultura de João Paulo II, podemos ver também uma galeria com imagens de todos os papas da história. Uma história que é relembrada desde 27 de maio de 2007, data da inauguração oficial da praça.

A praça


Localizada entre as avenidas Américo Marques e Crisântemos, próximo ao Cemitério Municipal do Santo Amaro e ao lado do conhecido condomínio residencial Flamingos, a praça está construída em uma área de 12 hectares, parte do que foi usado na celebração da missa. Graças ao tamanho, o espaço de lazer aos moradores da região é grande.

A escultura de João Paulo II foi feita por Arnor Mendes, e mede quatro metros de altura. Atrás dela, estão as imagens dos Papas. A frente da imagem, está a praça, como se João de Deus, com um braço levantado e outro segurando uma pomba, estivesse contemplando e abençoando os fiéis que ali vieram acolhe-lo. No chão, a decoração do piso forma um cálice e uma hóstia.

PS: procurando onde hospedar a galeria de fotos.

domingo, 7 de novembro de 2010

Educação ambiental


Questões ambientais estão cada vez mais presentes no cotidiano, porém apenas falar e expor situações que colocam em risco a vida no planeta não adianta, falta ação. Educar, conscientizar e mudar atitudes da população como um todo. Mas como e em que lugar essa educação voltada para o meio ambiente tem que ser abordada? Mobilizações como “faça xixi no banho” ou “leve sua sacola ao supermercado ao invés de utilizar a de plástico”, ajudam, mas não é tudo. Cuidar do meio ambiente tem que ser algo intrínseco no modo de vida das pessoas e para obter êxito, nada mais coeso do que começar a abordar esse assunto dentro das escolas.

O pedagogo Heitor Romero confirma “educar a criança é melhor em todas as razões que se possa apontar”. Para ele isso acontece porque a criança ainda está em formação e seria como uma “esponja” que pode absorver tanto os bons como maus exemplos, enquanto o adulto já está formado, por isso instruí-lo a respeito de algo é mais complicado, seu aprendizado vem em forma de advertência, ou seja, punição pelos atos praticados. Outra vantagem é que direta ou indiretamente a criança instrui o adulto, como exemplifica o pedagogo “no trânsito muitas vezes a criança cobra dos pais atitudes mais responsáveis e na questão ambiental é a mesma coisa”.


Inserção

foto: Natalie Malulei

Algumas escolas de Campo Grande já trabalham esse tema com os alunos por meio de trabalhos densenvolvidos nas disciplinas e por projetos extra-sala. Segundo a Rede Municipal de Ensino (REMI), composta por 93 escolas, não há um projeto único que trate sobre o meio ambiente estabelecido para todas elas, pois como o tema não envolve somente ecologia, mas também relações humanas, os professores são orientados a trabalharem com a temática de acordo com a necessidade de cada escola.

Um exemplo dessa inserção é a Escola Municipal José Antônio Paniago que atende alunos da educação infantil até o ensino fundamental. De acordo com a diretora, Maria Lúcia de Fátima de Oliveira a escola desenvolve projetos ambientais desde 2005, recebeu o 8º prêmio de ecologia e ambientalismo em 2009 pela câmara municipal e participou da Conferência Nacional infanto juvenil para o meio ambiente em Brasília.

São questões do cotidiano que fomentam a criação de projetos ambientais, como a água, foi com o intuito de preservá-la que o projeto de captação de águas pluviais surgiu. Conforme o supervisor escolar, João Carlos da Silva a idéia começou por meio de pesquisas sobre o tema, onde os alunos realizaram um estudo sobre a quantidade do consumo de água na escola e como poderiam contribuir para a redução de gastos. A partir desse trabalho foram construídas maquetes com possíveis projetos, e entre elas o mais viável era o captador de água de chuva.

Mais tarde com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SEMADUR) e de uma construtora local foram construídos na escola dois reservatórios com capacidade para armazenar 7.500 litros d’água cada um, captando ao todo 15.000 litros, que são utilizados para realizar a limpeza do local. Para o supervisor a maior gratificação é perceber que os alunos adquiriram a consciência de preservar e cuidar e estão levando essas atitudes para dentro de casa.

Dentro do ensino particular de acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sinepe MS), há cerca de 200 escolas na Capital, mas o órgão não possui informação a respeito de quantas delas abordam a questão ambiental. Contanto, o Em Foco, entrou em contato com dez dessas escolas e constatou que todas elas abordam de alguma maneira o tema.

Entre elas está o Colégio Salesiano Dom Bosco que atende alunos desde a educação infantil ao ensino médio. O tema foi incluído na escola, por volta de 2005, a partir da obtenção do selo de qualidade ISO 9001. Conforme o coordenador de logística do colégio, Willian Fernando Ribeiro Bernardes, foi com o objetivo de crescimento e com a consciência de que é um fator importante e fundamental para o futuro que a escola implantou a gestão ambiental, ação que gerou à empresa o selo ISO 14001 voltado para essa questão.

O tema meio ambiente faz parte da grade escolar, dentro de sala o professor trabalha o tema de acordo com sua disciplina. Essa inserção é feita também por projetos específicos extra-sala, como os projetos de plantio de árvores frutíferas do Estado e de reciclagem e recolhimento de baterias de celulares. “Não se educa mais só ensinando a ler a escrever e a fazer conta, você educa para formar um bom cidadão e hoje um bom cidadão tem que ser preocupado com o meio ambiente. Eu vejo que logo a gente não vai mais poder falar de educação sem que a preocupação ambiental esteja lá dentro”, ressalta Willian.

Na escola há também um sistema de coleta seletiva, por toda parte há lixeiras especificando o resíduo a ser depositado. Willian, explica que a iniciativa tem funcionado, mas que a única dificuldade é o fato de alguns alunos e colaboradores não depositarem os resíduos nos lixos corretos. Por causa desse fator, há um funcionário que realiza a triagem, ou seja, depois do material ser retirado é feito outra separação. Esses materiais são doados para uma cooperativa de reciclagem.

foto: Natalie Malulei

Contudo mudanças são visíveis, o aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, Faéz Torres, conta depois dessa iniciativa começou a jogar o lixo no lugar correto, ao invés de jogar no chão pátio. E que muitas das ações aprendidas na escola, ele levou para casa. “A gente separa os materiais recicláveis, e depois vai um senhor lá em casa buscá-los para levar para a reciclagem”, explica o aluno. Willian afirma que promover esse tipo de ação é muito gratificante, porque atitudes isoladas não resolvem os problemas do meio ambiente, mas a partir do momento que essa conscientização passa para o próximo surge essa possibilidade.

Para o pedagogo Heitor Romero, são iniciativas locais e particulares como as que ocorrem dentro das escolas que mais funcionam, pois como um todo resultam em bons exemplos e geram uma reação em cadeia. Contudo Heitor afirma que essa conscientização tem que vir também pelos meios de comunicação por meio de campanhas e matérias informativas junto com a atuação enérgica do governo em relação ao tema.


Confira vídeos de campanhas que visam conscientização:


Postado por: Natalie Malulei e Aline Araújo

domingo, 31 de outubro de 2010

Arte em cena

Acadêmicos do 6º semestre de jornalismo produzem programa sobre artistas de rua.







Um grupo de acadêmicos de Jornalismo gravou no último dia 23, no stúdio de TV da UCDB, o programa experimental Cena Urbana. Os futuros profissionais fizeram desde produção à apresentação.



Logo cedo começaram os preparativos. Toda a estrutura foi montada, cenários com luzes que refletiram e deram destaque a produção. Tudo pensado para dar formato ao Cena Urbana. "Havíamos pensado em 4 placas com desenhos do cenário urbano feitas por grafiteiros, mas não deu certo. No fim, usamos 3 grandes placas com jornais colados e pintura abstrata. O improviso deu mais certo que a ideia original.", revelou o estudante Elverson Cardozo, que dividiu a apresentação do programa com Laís Camargo.






A produção foi dividida em blocos e contou com matérias sobre o universo das ruas. "Falamos sobre as histórias e dilemas de pessoas que vivem de arte nas ruas. Trabalhamos com pautas sobre estátua viva, malabarismo com fogo, arte circense, vida dos hippies, etc. ", adianta Elverson.




A Banda Lutano foi convidada pelos estudantes a se apresentar no programa. Os integrantes arrumaram os instrumentos no cenário e fizeram passagem de som. A banda tocou algumas faixas do CD Intro, como A nova e A cruzada, e participou de uma conversa descontraída, em que falaram sobre a carreira, gostos e o cenário musical do Estado.





"Víamos a felicidade e o encanto do público ao assistir as peças, shows e números de circo.", explicou a estudante Laís Camargo, sobre a oportunidade de mostrar o trabalho dos profissionais. Segundo ela, embora pertençam a um mundo que desperta o interesse de muitas pessoas, os artistas que trabalham nas ruas, em sua maioria, recebem pouco incentivo de investidores.

A arte de rua é muito mais que isso - está no grafite, no Paulinho do rádio, na dona de casa que decora o batente da janela... A arte mostra a beleza da expressão dos sentimentos, completou Laís.


Laís contou sobre a experiência vivida durante a produção e gravação do programa. A estudante revela que produzir matérias, desenvolver cenários, entre outros detalhes fundamentais para se colocar um bom programa no ar, exige muito trabalho, e não seria possível sem a contribuição de cada pessoa envolvida no projeto. "Quero aproveitar para agradecer a todo o grupo, aos cinegrafistas, à edição, ao Kallel, que fez o cenário, ao pessoal do Laboratório de Comunicação da UCDB, enfim, a quem fez acontecer.", finaliza a estudante.



Acessem o vídeo:


Por Fernanda Bandeira e Solange Brito.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A panfletagem

Nas cidades movimentadas podemos ver algo em comum, aqueles panfletos que te entregam no sinaleiro ou simplesmente andando na rua, os “papeizinhos chatos”, que estão por todo lugar. Como a produção em maior escala desses folhetos, há o aumento de fabricação de papel, e não só isso, a quantidade de papel que é jogado nas ruas também aumenta, e polui ainda mais o meio ambiente urbano.

Na maioria das vezes esses panfletos vêm escrito em asterisco “não jogar em vias públicas”, mas será que as pessoas respeitam?. Seria uma questão de acabar com esse tipo de publicidade, ou continuar conscientizando a população da gravidade de um simples e pequeno papel jogado no chão? Se pelo menos cada pessoa que pegasse o folheto jogasse na lixeira, para ‘causar menos poluição’, mas sabemos que essa não é bem a realidade, é só darmos uma espiada nas ruas e logo flagraremos uma pessoa fazendo uma bolinha de papel com as mãos, e jogando no chão.

O jornalista da cidade São Paulo Adriano Elias comenta, “Essa publicidade é eficiente, isso não tem como negar, pois não existiria e não seria tão disseminado”. Já como contribuição de poluição no meio ambiente, “realmente contribui para a poluição sim, mas as pessoas que estão entregando panfletos têm que ter um direcionamento à que público entregar, a que público é o alvo daquele evento ou propaganda para que não tenha desperdício, porque se não esse folheto vai acabar parando na via pública com certeza”.

Em campanhas políticas principalmente, vemos o aumento desses panfletos, que nessa época são os “santinhos” que muitos falam, e pode ser visto em qualquer ponto da cidade. A quantidade de lixo que é produzido nas eleições é absurda, é quase impossível poder enxergar o próprio chão, e depois das suas campanhas sobra pro gari limpar, e por mais que seja um aquele mísero papel que ainda fica voando pela cidade pode vim a pousar num dia chuvoso, ser molhado e ir parar nos bueiros da cidade que conseqüentemente serão entupidos.

O estudante Leonardo Mangieri, assume já ter jogado alguns folhetos nas ruas, mas se defende dizendo que como sempre anda de mochila, agora ele guarda os papéis e quando chega em casa joga no lixo. Se os publicitários deixam de usar essa forte arma de divulgação, eles terão prejuízos e gastarão mais na promoção de “seus produtos”, mas se continuarem a “esbanjar” o papel, menos matéria prima irá sobrar para o nosso meio ambiente, fora a contribuição na poluição.

Sobre o interesse a esses flyers (termo também usado para esse tipo de trabalho, que significa ‘folheto de propaganda’ em inglês), “Eu só pego os panfletos se é de alguma festa que eu to interessado em ir, ou algum curso que eu queira fazer, se não eu nem pego dos entregadores, mas eu acho legal porque a maioria dos eventos são divulgados pelos flyers e fica mais fácil de ficar atualizado nos shows e festas que vai ter na cidade”, diz Leonardo.

Daniel Teixeira e Jéssica Keli

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Túnel do tempo no rock


Por Laís Camargo

Já é característica declarada da música o poder atemporal. Agregar pessoas de várioas idades e transportá-las para uma verdadeira viagem no tempo...Foi mais ou menos isso que aconteceu dia 17 de outubro no Parque das Nações Indígenas. O show principal foi dos Titãs (firmes representantes do movimento Rock Brasília anos 80 junto com Paralamas do Sucesso e Legião Urbana), já a abertura ficou por conta da banda regional Jennifer Magnética, adepta do rockabily.
Jennifer MagnéticaTitãs

Infelizmente, quem teve que atravessar a ponte do lago do parque antes de chagar à arena do show, presenciou a degradação e o descaso com o local:
Apesar de alguns acharem que a arte é o ópio do povo, a imagem do peixe morto era só um presságio da dose de realidade que o público de 85 mil pessoas (segundo a Fundação de Cultura do Estado) iria tomar. Os Titãs cantaram as revoltas brasileiras mais gritantes - quando alguém pediu o clássico "Toca Raul!" não imaginou que viria uma marchinha famosa....
"Acorda Maria Bonita, levanta vai fazer o café;
que o dia já está raiando,
e a polícia já está de pé..."
Seguida de....Aluga-se: "A solução pro nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu, tá tudo pronto aqui é só vir pegar - a solução é alugar Brasil..."
Ironias a parte, o agudo da guitarra arrepiou, a iluminação encantou e o conteúdo das letras fez pensar.
Confira o vídeo no youtube:



Fã comenta show do Titãs