Jornalismo Online

Reportagens desenvolvidas pelos estudantes do curso de Jornalismo da UCDB.





Busca

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Série retrata dinâmica de trabalho do Samu

Com a proposta de dar voz aos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Campo Grande (MS), a série "Samu - Um outro olhar" conta um pouco da trajetória de implantação do serviço, das dificuldades e receios de quem trabalha em prol da vida do próximo.

Produzida por Kleber Clajus Gutierrez, a série aborda a dinâmica existente entre os colaboradores do serviço através de pequenos episódios, tendo participado mais de 40 profissionais de diferentes áreas de atuação.

As gravações, autorizadas pela Secretaria de Saúde Pública (Sesau) da Capital, ocorreram nos meses de maio, junho, agosto, setembro e dezembro de 2009 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, em Centros Regionais de Saúde (CRS) 24 horas e na base avançada do Samu.


SAMU - Um outro olhar
EPISÓDIO 1 - Um pouco de história



EPISÓDIO 2 - Desafios na direção



EPISÓDIO 3 - Rotina da regulação




EPISÓDIO 4 - Profissional por trás do herói

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Samu: Médico conta sua trajetória e como funciona o serviço


Kleber Gutierrez


Em entrevista por telefone ao Em Foco o médico regulador e intervencionista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Nelson Dip Júnior, comenta sobre o início de sua carreira médica, sua atuação no serviço telefônico 192 e nas ruas de Campo Grande (MS).

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Feriado: um dia cheio de surpresas para os profissionais do Samu

Foto: Kleber Gutierrez

Kleber Gutierrez

Sol brilhando e pleno feriado. Não de finados e sim da independência. Acompanhar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi a experiência que escolhi para passar o dia. E que dia. Acompanhado da técnica de enfermagem Kátia Souza e do condutor Luiz Mota, foram atendidos pela Unidade de Suporte Básico (USB) nove, sediada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Coronel Antonino, nove ocorrências das 6h às 18h.

Gestante, crianças, pacientes psiquiátricos e debilitados por alguma doença. Todos transportados para os hospitais da Capital sul-mato-grossense sob olhar cuidadoso de Kátia e contando com a agilidade de Luiz na direção.

Um fato que chama atenção é o da reunião dos profissionais após deixarem os pacientes na Santa Casa e prepararem a viatura ou ambulância para novas ocorrências. Sorrisos tendem a disfarçar o cansaço de muitos por conta das constantes solicitações da central de regulação médica, setor que registra e encaminha os chamados recebidos através do número 192. Lembro da USB 6 que não para de ser chamada pelo rádio.

Intervalo

Comer? Quem disse que há tempo? Para alguns até existe, para outros o jeito é encaixar a refeição nos poucos momentos de “descanso” entre uma solicitação e outra. Foi o nosso caso.

Nos sentamos no refeitório do UPA do Coronel Antonino e, claro, interagimos com os demais profissionais que ali trabalhavam. A comida fornecida por uma cozinha industrial, como provei, às vezes não é lá aquelas coisas. Talvez o importante seja investir na qualidade e não tanto na quantidade.

Kátia levanta um ponto importante a ser lembrado por quem aciona o Samu, avisar quando não se necessita mais do serviço. “É importante ligar quando não há mais necessidade para que se evite um deslocamento desnecessário”, comenta.

Não me lembro do nome da “mestre cuca” do pronto atendimento que proporcionou a todos nós uma excelente esfiha no final do expediente, só sei que esta experiência mostra que a qualquer hora do dia há alguém pronto a servir e garantir o acesso à saúde de quem quer que seja.


Colaborou Magna Melo.

Atendidos pelo Samu ainda desconheciam serviço

Foto: Kleber Gutierrez
Kleber Gutierrez

Apesar de ressaltarem a eficiência do atendimento oferecido pelos profissionais do Samu, parentes das pessoas atendidas ainda não tinham conhecimento do serviço até a realização do transporte entre o posto e a unidade hospitalar.

Foi o caso de Vera de Oliveira, de 34 anos, que teve seu marido transportado pelo Samu da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Coronel Antonino para o Hospital Universitário. “Não conhecia o serviço [do Samu] até então. Com certeza o acionaria hoje se precisasse novamente. Eles foram ótimos só que dali para frente foi difícil”, afirma Oliveira. Infelizmente seu companheiro veio a falecer dois dias depois do transporte, no dia 9 de setembro. Seu quadro clínico inicial apontava pneumonia.

Já Francisca Peixoto, de 46 anos, contou com o auxílio dos profissionais do Samu quando sua neta Joyce, de 6 anos, não se sentiu muito bem. “Para mim foi ótimo graças a Deus. Eles vieram rápido e chegaram rápido. Foi a primeira vez que fui atendida pelo Samu e sem dúvida o buscaria de novo se precisasse”, confirma Francisca.

Sobre o serviço
De acordo com o Ministério da Saúde, a rede nacional do Samu 192 atende hoje 1.273 municípios através de 147 serviços de atendimento móvel às urgências, beneficiando um total de 112 milhões de pessoas.

Sua central funciona 24 horas por dia e pode ser acionada em casos de problemas cardio-respiratórios, queimaduras, crises hipertensivas, acidentes com vítimas, trabalho de parto, entre outros.


Colaborou Magna Melo.

Samu 192 - Galeria de imagens

Confira a atuação dos profissionais do Samu 192, de Campo Grande (MS), clicados por Kleber Gutierrez.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deficientes físicos buscam inclusão no trânsito


Atualmente existem no Brasil, cerca de 16 milhões de portadores de deficiências físicas e combater a exclusão social são uma das suas principais barreiras.

Entre os direitos que um portador de deficiência física tem, está a isenção de impostos quando compra um veículo zero quilometro, valor que pode ser parcelado. São isenções de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para compra somente de um veículo zero quilometro, a cada 3 anos, o que resulta em torno de 30% de desconto.

Os interessados na compra de um veículo adaptado devem procurar uma concessionária e ver a tabela especial referente aos modelos com isenções, que não são todos, e um dos seus vendedores apto a atender os deficientes. As concessionárias, com o intuito de vender, mostram o procedimento certo a seguir.


Com relação às adaptações, são feitas por conta do proprietário em uma oficina especializada. Por conta da necessidade especial da pessoa, a cotação no mercado é variável, podendo chegar até 20 mil reais. Porém a procura maior para se fazer adaptação de um veículo é o que tem os valores de até R$ 5.600. Os valores para as adaptações podem ser negociados e com direito a garantia do equipamento.

Personagens Em Foco

O técnico em auditoria, Cláudio José Dainese, de 46 anos, faz parte desta realidade. Portador de deficiência física desde os 6 meses de vida, há 25 anos conduz carros adaptados. Ele considera o trânsito de Campo Grande, como um dos mais complicados do Brasil para dirigir. “Os motoristas não têm educação; são pessoas arrogantes, imprudentes. Ninguém respeita nada, todos parecem ser o “rei” do “pedaço”, rege a lei do mais forte”, relata o condutor.

Com relação às dificuldades encontradas no dia-a-dia no trânsito da Capital de Mato Grosso do Sul, o condutor Cláudio, enfatiza para a questão das vagas reservadas para o deficiente físico, que geralmente não são respeitadas pelos demais motoristas. “Não há vagas reservadas nos estacionamentos públicos das ruas da cidade, não existe respeito, desde as autoridades públicas até o mais simples cidadão”, termina.

Especialista

Para o instrutor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Pio de Araujo Filho, que ensina pessoas portadoras de deficiências físicas a conduzirem um veículo adaptado, o que lhe chama mais atenção é ver essas pessoas passarem muitas vezes despercebidas pela sociedade. “No dia-a-dia a gente vê que não são bem vistos pela nossa política, nossos governantes, é um cidadão como qualquer outro, tendo esse carro habilitado ele se torna um condutor habilitado como nós somos, alguns com restrições e outros livres até para pegar estrada”, ressalta.

Readaptação

O aposentado Moacir Garcia de Oliveira, de 49 anos, quando tirou a Carteira Nacional de Habilitação não era deficiente, mas há 15 anos possui um carro adaptado. Garcia trabalhava como motorista profissional e teve que deixar a profissão após um incidente que o fez perder o movimento das pernas. “Quando eu adaptei o carro, eu tive que readaptar minha carteira para categoria B, porque o Detran não aceita carteira profissional”. Sobre a adaptação do veículo, o aposentado afirma que apenas teve uma dificuldade normal, burocrática, do que as leis exigem, mais nada além disso.

Para mais informações sobre os procedimentos a seguir, no endereço eletrônico (http://www.carrosparadeficiente.com.br/).



Reportagem: Evillyn Regis
Foto: Tatiana Gimenes

Aumenta número de ônibus adaptados na Capital






O número de ônibus adaptados tem crescido na cidade com o passar dos anos, o que faz com que Campo Grande seja a capital com o maior índice de veículos dotados de elevadores para atender pessoas que usam cadeira-de-rodas. A instalação do equipamento acrescenta custo em cada transporte.

Segundo o assessor de imprensa da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Assetur), Edir de Souza Viégas, de 43 anos, cada equipamento custa, em média, R$ 6 mil.

Conforme Edir, esse custo é repassado para a tarifa que os usuários pagam, da mesma forma que são repassados custos com combustível, peças, pneus, entre outros. “Não há como mensurar a interferência desses investimentos na economia do Estado”, avaliou.

De acordo com o assessor, existe isenção tributária para os ônibus adaptados, ao contrário de outros veículos. “Os carros dotados de elevador ficam isentos do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA)”, explicou.

Usuários

Anderson Rosa de Oliveira, de 31 anos, cadeirante, utiliza ônibus de duas viações da Capital. Para Anderson, dependendo do dia da semana, todos os ônibus adaptados estão na linha, em circulação. Porém, conta que uma vez ficou esperando os mesmos por 1 hora e vinte minutos.

Ele diz que os ônibus são adequados, mas que, por outro lado, as pessoas não respeitam, muitas vezes utilizam o espaço que para eles é destinado. “Eu gostaria que as pessoas tivessem a conscientização e respeitassem mais a gente”, destacou.

Frota

Tendo em vista a acessibilidade, dos 536 veículos disponíveis atualmente na Capital, 288 possuem o equipamento. Com a entrada em circulação de 10 novos carros, em outubro de 2009, o índice de cobertura chegou a 56% da frota.

Para Edir, da Assetur, esse índice irá aumentar a partir da realização de novos investimentos na compra de novos carros, “até chegar a 100% da frota”, completou.

Edir diz ainda que a manutenção dos veículos é feita pelas próprias empresas, cujos funcionários são treinados pelo fabricante do equipamento. “O fabricante dá assessoria constante às empresas”, ressaltou.


Reportagem: Tatiana Gimenes
Foto: Tatiana Gimenes