Jornalismo Online

Reportagens desenvolvidas pelos estudantes do curso de Jornalismo da UCDB.





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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Parque de exposições sedia 76º EXPOGRANDE

Maicon Rocha e Guilherme Souza

A tradicional feira agropecuária, Expogrande 2014, ocorreu do dia 24 de abril á 4 de maio no parque de exposições Laucídio Coelho, Campo Grande, Mato grosso do Sul. Consolidada como uma das feiras mais importantes do país, a festa de negócios agropecuários trouxe atrações para o grande público, como shows nacionais, leilões e grandes negócios e tecnologias para toda a população e produtores rurais de Campo Grande e região.

A Expogrande também contou com parque de diversão, expositores no ramos tecnológicos e de nutrição animal, além máquinas agrícolas, tratores, máquinas de cortar grama, cochos e bebedouros de última geração para os animais, sementes de pastagens, sal mineral, pavilhões com exposição de gados de elite, entre outros participantes como concessionárias de automóveis e ainda, uma praça de alimentação ampla com vários tipos de comidas e bebidas tradicionais e típicas do Estado do MS.

De acordo com a Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul) em informações disponibilizada para a imprensa no dia 12 de maio, os números relativos ao movimento financeiro da Expogrande 2014, a 76ª edição da maior feira agropecuária do Centro-Oeste fechou com um crescimento de 93% em relação ao ano de 2013 e movimentou R$ 594,5 milhões. “Com isso registramos o maior volume de negócios da história da Expogrande e passamos a ocupar lugar de destaque entre as grandes feiras nacionais, como Agrishow e Expointer”, comemorou o presidente da entidade, Francisco Maia.

Mais uma vez os leilões superaram as expectativas dos organizadores, fechando com um crescimento de 17,5% no volume de negócios em relação a 2013, totalizando este ano com R$ 29,02 milhões contra R$ 24,7 do ano passado. “Este ano, apesar de ter havido menos leilões do que no ano passado, houve um incremento no preço do gado de reposição, principalmente”, avalia Francisco Maia. Para ele, também registrou-se um crescimento significativo nas médias do gado de elite e nos leilões de equinos.

Houve uma queda de quase 50% no volume de negócios realizados pelas empresas expositores, “mas em compensação houve um crescimento fantástico nos negócios fechados através de financiamentos bancários, o que compensou qualquer redução”, comparou Maia. “As vendas diretas podem ter caído, mas as vendas financiadas cresceram substancialmente, o que mostra a confiança do produtor no agronegócio, que dá garantias para sustentar essa capacidade de endividamento do setor,” desfechou o ruralista.

Durante o evento Maia aproveitou para anunciar que a partir de 2015 a Expogrande não mais irá promover shows. “O desgaste com o Ministério Público, com o Poder Judiciário e com órgãos públicos é muito grande e desvantajoso”, afirmou Francisco Maia. “Segundo ele, ainda, a Acrissul irá propor uma modernização da Expogrande, que passará a ser definitivamente uma feira voltada para negócios,”.


A exposição teve como shows nacionais:

24 de abril - Victor e Matheus
Dia 25 de abril - Eduardo Costa
Dia 26 de abril - Humberto & Ronaldo | Matheus & Cauã
Dia 30 de abril - Jorge e Matheus
Dia 1º de maio - Lançamento do DVD da dupla Bruninho & Davi
Dia 2 de maio - Turma do Pagode
Dia 3 de maio - Bruno & Marrone

Também teve leilões de grande nível de gado P.O e gado de corte:

Leilões 

Dia 29 de março - 9º leilão Matrizes (nelorão): Tatersal da Estância Orsi às 19h00 
Dia 05 de abril - 40º leilão Nelore Capital no Tatersal1 da Acrissul às 12h00
Dia 10 de abril - 10º Leilão Produção LS no Tatersal 1 da Acrissul
Dia 12 de abril - 44º leilão LS no Tatersal 1 da Leiloboi
Dia 12 de abril - 4º Leilão King Horse no Tatersal 1 da Acrissul às 20h00
Dia 14 de abril - Leilão Nelore 42 no Buffet Golden Class às 19h00
Dia 14 de abril - 14º Leilão de Corte Mulher BPW no Tatersal 1 da Acrissul às 19h00
Dia 21 de abril - Leilão Tropa para Trabalho e Esporte no Tatersal 2 da Acrissul às 19h00
Dia 22 de abril - 7º Leilão de Reprodutores Progenel no Tatersal 2 da Taquri Leilões às 20h00
Dia 22 de abril - Leilão de Aniversário de Leilogrande no Tatersal 1 da Acrissul
dia 23 de abril - Leilão Liquidação Nelore Monza no tatersal 1 às 20h00
dia 23 de abril - 5º Leilão Taquari de Corte Expogrande no tatersal 2 da leiloeira Taquari e Comitiva Leilão às 20h00
Dia 24 de abril - 18º Leilão Nelore Fronteira no tatersal 1 às 19h00
Dia 24 de abril - Leilão Programa Especial de Corte no tatersal 2 da Acrissul às 20h00
Dia 25 de abril - 13º Leilão Bezerros do MS e Matrizes do Futuro no tatersal 2 às 19h00
Dia 26 de abril - 15º leilão Touros e Matrizes do Futuro na Estância IPB às 13h00
Dia 26 de abril - leilão Petiços do MS no tatersal 2 às 10h00
Dia 26 de abril - leilão Ovinos Rebanho do Vermelho, no tatersal 2 às 17h00
Dia 26 de abril - leilão Produção Caetano e Convidados no tatersal 2 às 19h30
Dia 26 de abril - leilão União da raça Crioula (equinos) no tatersal 1 da Acrissul às 20h00
Dia 27 de abril -15º Leilão VR JO no tatersal 1 às 12:00
Dia 27 de abril - Leilão de Corte Leilogrande no tatersal 2 da Acrissul às 13h00
Dia 27 de abril - 12º Leilão Comitiva no tatersal 2 às 18h00
Dia 28 de abril - 27º Leilão Max QM 2014 no tatersal 1 às 19h00
Dia 28 de abril - Leilão Fazenda Prometida e Convidados no tatersal 2 às 19h00
Dia 28 de abril - leilão Prenhezes 42 às 20h00
Dia 29 de abril - Fórum Pecuária de Corte MS, no tatersal1 da Acrissul de 8h00 às 14h00
Dia 29 de abril - Leilão Senepol Luar &Senepo Goud acontece no Buffet GodenClass Às 19h30
Dia 29 de abril - 3º Leilão Agropecuária Menta e Renovação no tatersal 1 às 20h00
Dia 29 de abril - Leilão Guzerá da Zoom no tatersal 2 da Acrissul às 20h00

Quanto aos Shows foi seguido o seguinte cronograma e respectivos valores de ingresso:
Dia  24 de abril – Victor e Matheus
Pista: R$ 16,00
Área VIP: R$ 25,00
Camarote: R$ 30,00
dia 25 de abril – Eduardo Costa
Pista: R$ 20,00
Área VIP: R$ 40,00
Camarote: R$ 60,00
Dia 26 de abril – Humberto e Ronaldo
Pista: R$ 30,00
Área VIP: R$ 40,00
Camarote: R$ 70,00
Dia 30 de abril – Jorge e Mateus
Pista: R$ 30,00
Área VIP: R$ 50,00
Camarote: R$ 80,00
Dia 1 de maio – Bruninho e Davi
Pista: R$ 16,00
Área VIP: R$ 30,00
Camarote: R$ 50,00
Dia 2 de maio – Turma do Pagode
Pista: R$ 20,00
Área VIP: R$ 40,00
Camarote: R$ 60,00
Dia 3 de maio - Bruno e Marrone
Pista: R$ 30,00
Área VIP: R$ 50,00
Camarote: R$ 80,00
Dia 4 de maio – Turma da Mônica
Pista: R$ 20,00
Área VIP: R$ 50,00


Confira o vídeo da entrevista:

 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Jovem se veste de cachorro e compartilha amor em Shopping da Capital

Adriel Mattos e Carol Cáceres 


Foto: Carol Cáceres
Até onde pode ir uma pessoa para reconquistar quem ama? Pois um jovem campo-grandense decidiu inovar. Para ter de volta o amor da ex-namorada, ele encarnou o personagem Flocos, um cão da raça dálmata, e saiu pelas ruas da Capital distribuindo abraços e rosas para as mulheres.

O rapaz, que tem 28 anos e prefere não se identificar, lançou a campanha “C’ Je’ T’aime”. Tudo foi bem pensado para chegar até a amada, que também tem 28 anos. Desde a fantasia até um dos locais de campanha – o Shopping Campo Grande –, foi planejado para só a jovem entender.

“Tudo já foi feito. Outdoor, flores... Então, vamos fazer algo diferente, para provar que o amor existe”, diz o rapaz. Ele relata que a campanha ainda não conquistou muito apoio. “A maioria das pessoas não gosta do abraço. Já aconteceu de recusarem. Mas quanto mais abraços, maior será o compartilhamento da campanha”, conta.

Ele explica que o nervosismo aparece, mas é superado. “Dá nervoso, dá frio na barriga. Mas a gente consegue impulso. E busca compartilhar a campanha”, fala.

As emoções eram diversas. Do espanto ao serem abordadas a sorrisos das mulheres as quais recebiam a rosa vermelha, Flocos dava amor e um abraço apertado, verdadeiro, carregado de esperança e fé de reconquistar sua amada através da campanha que idealizou pensando em cada detalhe, nela. Fé esta que muitos, segundo ele mesmo, disseram para não perder e continuar tentando até conquistar seu objetivo. 

Foto: Carol Cáceres

E não eram apenas moças com sua idade, eram de todas as idades as beneficiadas por aquele carinho. Até mesmo uma senhora, aparentando ter idade para ser a avó do rapaz ficou maravilhada com a atitude daquele estranho, que com cordialidade, afeto e vestido de cachorro chegou pedindo autorização para abraçá-la e lhe entregou aquela rosa vermelha. Este sim foi um dos momentos mais marcantes do que foi um pouco mais de duas horas de caminhada pelo Shopping Campo Grande. Uma senhora, sentada e aparentemente sozinha, ser abordada pelo que era um grande dálmata e receber este afeto inusitado e uma flor. Um gesto não só de carinho, mas de respeito pelos tantos anos já vividos.

Outro momento foi o de um garoto, que com a alegria e a inocência que só uma criança é capaz de possuir, pulou no colo de Flocos, abraçando-o com tamanho carinho que arrancou expressões de encanto e disparos das câmeras. Como se aquele pequeno garoto tivesse realizando um sonho. Um sonho que só a mente e a imaginação infantil seriam capaz de possuir.

Houve também outras crianças, aquelas que Flocos encontrava durante a sua caminhada e se assustavam quando falava. Talvez pensando até, como um cachorro pode falar? Pergunta feita por um garoto, quando já indo embora, Flocos encontrou e respondeu: "É que aprendi português".

Contudo, apesar das emoções diversas, o sentimento que ficou de tudo isso foi o amor. Aquele o qual ele pedia para ser compartilhado. Um tipo de sentimento que como diz a oração de São Francisco é apenas dando que se recebe. E este amor, mesmo tendo um ou outro que não aceitava seus abraços e carinhos, Flocos recebeu de alguma forma de volta, após entregá-lo na forma das pétalas vermelhas de suas rosas e dos abraços pedidos a pessoas que nem mesmo conhecia.

No caso da rosa, não apenas é como o amor de Flocos em sua forma física, como uma pequena e bela lembrança desta história que todos esperam ter o final que merece. A amada de volta nos braços deste que por debaixo da roupa de cachorro, é alguém imensamente apaixonado.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Alunos "invadem" Palácio das Comunicações no primeiro dia do 72 Horas de Jornalismo

Yashmin de Oliveira


No dia 21 de agosto, os acadêmicos do curso de Comunicação Social da UCDB participaram do primeiro dia do evento 72 Horas de Jornalismo, em que visitaram os principais veículos de comunicação da capital para experimentar e viver um pouco do dia a dia do jornalismo. Neste dia, um grupo de alunos visitou o Palácio das Comunicações de Campo Grande onde fica localizada a rádio 104 FM e a TV Brasil Pantanal, antiga TV Educativa.

Os alunos foram recebidos pelo chefe de redação da TV Brasil Pantanal, Edmir Conceição. A acadêmica Isabela Barreto conta que acompanhou um pouco de tudo na produção telejornalística, viu como produzir uma pauta, acompanhou também o programa de esportes, entraram no estúdio e aproveitaram até para participar do programa de rádio da 104 FM. “Foi uma experiência bacana. Eu tive noção da função de cada setor do jornalismo” conta Isabela. Já para a acadêmica Rhaíssa Lopes, o que mais lhe chamou atenção foi a produção das pautas para cada dia do telejornal, “Geralmente eles deixam a pauta pronta para os próximos dias.”

O 72 Horas de Jornalismo é assim, cheio de novidades, dos segredos  e macetes do jornalismo que apenas a experiência pode ensinar.


72 HORAS de Jornalismo

Caroline Merlo e Nicole Spengler

Observar, fazer, pensar. Este é o lema do evento que reuniu os futuros comunicadores da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Uma forma de instigar e provocar a maneira de fazer e pensar dos acadêmicos de hoje, os jornalistas e publicitários de amanhã.

Fazer e pensar. Ações que podemos chamar de “mecânicas”, instintivas do ser humano. Mas e observar? Saber observar é uma tarefa um tanto complexa, porém necessária para quem almeja engrenar na área. Observar a fundo, analisando, refletindo e criticando. Como estudante de jornalismo, percebo a necessidade de quebrar qualquer paradigma e preconceito e, principalmente, saber distinguir e defender as minhas críticas e ideologias diante dos percalços da vida.

Conversando com os colegas, perguntei-lhes sobre suas visões críticas diante dos veículos visitados, indagando-lhes: “O que você mudaria a partir do que observou?”. Afinal, o “quarto poder” sabe que é possível promover a mudança, basta querer. Digo a respeito de uma mudança de comportamento, da alienação, diante da responsabilidade em comunicar a sociedade, a “massa”.

Em suas respostas, alguns criticaram a estrura física, a falta de investimentos em veículos que deveriam ter uma maior atenção, meios que pudessem garantir a acessibilidade dos jornalistas como uma maneira até de valorização profissional. Um reconhecimento que muitos não esperam receber, mas que possuem aquele pingo de esperança por acreditarem na paixão por essa profissão tão humana e encantadora.

Outros falaram sobre sua indignação com o sistema, com a burocracia nessa dita “liberdade de imprensa”. Criticaram essa elite que nos envolve, as vezes até sem querer, mas que nos tapam os olhos, impedindo-nos de lutar pelo o que realmente importa. Uma elite que é retratada nas revistas como se fosse a única atração de um cidade, com um potencial extraordinário, que tem muito mais para ser divulgado, além de moda e glamour. Observando, nos atentamos aos veículos que esqueceram de suas verdadeiras ideologias para deixarem se envolver pela arrogância e conformismo.

Após o “feedback”, chegamos a conclusão. Mudança. Essa é a palavra. Mas para mudar, precisamos saber observar. Observar com olhos atentos, semicerrados, questionando e avaliando. Porque aprendemos que este é o papel de um comunicador. Transformar. É assim que resumimos uma das etapas de mais uma edição do 72 horas de Jornalismo. Parabéns a todos que participaram e até o ano que vem!










O lado insano em três tempos

Douglas Penha

Como aspirante a publicitário, intrépido, no meio de um evento jornalístico, olhando cada um, as vezes, mais preocupado com o seu dead line, com o resumo de trinta e um lugares físicos ou com o fato de não caberem em um quarto de página de um jornal impresso, vejo a correria de uma grande redação chamada: setenta e duas horas de jornalismo, ou melhor, a loucura em três períodos.

A vontade de colocar cada consoante ou vogal por ti escrito, a foto mais bonita ou mesmo a qual foi postada em seu microblog, aquele encontro com quem o inspirou ou inspira o futuro da informação, uma visita a emissora de tv favorita, a rádio que mais ouve ou o reconhecimento daquela voz do comercial numa visita a uma produtora de áudio e vídeo, são, no mínimo, inspiração para ser um grande comunicador. A crítica, o suor e, porque não, a transpiração vista e sentida de perto.

O lado bom de tudo é perceber o quão importante é, não somente para o curso, mas também para o profissional que esta vendo a vontade da mudança, do “eu ser um grande  jornalista” e não somente mais um “troca letras”, um jornalista ctrl-c ctrl-v. E o mais importante disso tudo, é a importância do acadêmico em ver que, o que foi feito, é o começo de uma brilhante carreira no mundo da notícia.

O Labcom (laboratório de comunicação da UCDB), se afunila entre vozes e futuros comunicadores, formadores de opinião, pensadores, professores, ou seja, pessoas que tem um objetivo em comum: a informação.




Impressões do primeiro dia de Observação...

Após o dia de Observação, acadêmicos relatam suas experiências

Glaucea Vaccari

Depois de observar, é hora de fazer. Os acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que participaram das oficinas de observação em emissoras de televisão no projeto 72 Horas de Jornalismo, produzem na manhã desta quinta-feira (22) o programa Em Foco TV especial 72 Horas de Jornalismo.

A movimentação no Laboratório de Comunicação (Labcom) é grande. Em clima de descontração, estudantes gravam depoimentos contando as experiências, os fatos marcantes e as impressões sobre os veículos visitados. As gravações são feitas no estúdio, em duplas ou trio, e os acadêmicos não escondem a empolgação em participar do evento.

Segundo o estudante do 4º semestre de jornalismo, Thiago Frison, os depoimentos serão editados e reunidos com o material multimídia produzido pelos próprios acadêmicos durante as oficinas. Ainda de acordo com Frison, as cabeças dos VTs foram gravadas na quarta-feira (21), por cinegrafistas e professores que percorreram os veículos e registraram imagens e gravaram as chamadas nas próprias emissoras.

Durante a observação, os acadêmicos também gravaram vídeos, entrevistas e fotos, nos celulares ou câmeras digitais pessoais. Todo o material foi descarregado nesta manhã e será reunido e editado para compor as matérias do programa. A edição do material será feita durante a tarde e noite e o programa está previsto para ser finalizado até as 23h.

O coordenador do curso de jornalismo da UCDB e responsável pelo evento, professor Mestre Oswaldo Ribeiro, disse que o programa Em Foco TV especial 72 Horas de Jornalismo será exibido para profissionais que virão na universidade na sexta-feira (23), prestigiar os trabalhos e dar um feedback para os alunos. Posteriormente, o programa será transmitido na TV Universitária e disponibilizado na internet.
Foram visitadas pelos acadêmicos as emissoras SBT, TV Guanandi, TV Imaculada, TV Brasil Pantanl e MS Record.


Enquanto isso no rádio.... as mulheres dominam o jornalismo




Ana Paula Duarte
Samara Henning

Sem o glamour da exposição, o rádio tem suas maneiras de conquistar os universitários. Nessa quarta-feira (21), um grupo de cinco acadêmicas visitou a FM Cidade (97.9), o programa Noticidade que fica na sede da TV MS Record. Em forma de bate-papo de mulheres, as jornalistas Carmem Cestari, Tainara Rebelo e Adeline Fernandes contaram um pouco sobre as carreiras delas até chegar no rádio.

Esquecido? Não. O Alcance do rádio é impressionante, aquele veículo mais antigo que todo mundo aposta que vai acabar e só cresce. Na visita ao local, conheceram o lado espontâneo por traz da voz, a liberdade de opinião presente: “Eu já tive um ataque de risos no ar quando fui noticiar que uma anta atropelou um carro, eu imaginei a anta toda produzida atravessando a rua”, conta a jornalista Carmem Cestari.

 Normalmente a escolha pelo jornalismo já é sofrida por parte dos estudantes, imagine pelo rádio “Você não vai trabalhar na TV?”, “Você é tão bonita. O que está fazendo no rádio?” é a primeira rejeição por parte das pessoas. Essa experiência causou a sensação de pertencimento porque como dizem os profissionais da área, o rádio pode estar em qualquer lugar com apenas um gravador. O Radiojornalismo ainda existe, ainda é uma escolha!

“Tem que ter paixão, aqui é muito tranquilo, as mulheres são muito competentes, o Cadu Bortolotto coordena, eu não dou pitacos, ele já está aqui há bastante tempo” relata Cestari.

Nádia Nicolau, 21 anos, é acadêmica do 4º semestre de jornalismo e trabalha no programa de rádio da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) no qual fala sobre saúde e artistas da terra no Rádio em Foco que vai ao ar nos domingos na FM 91.5. “É bem legal porque nós mesmos que fazemos os nossos textos”. Com essa pequena experiência, Nádia conta que já conhecia o trabalho das jornalistas muito antes de entrar na faculdade. “Eu escolhi ser jornalista pela curiosidade, eu queria saber como era trabalhar com notícias, eu pesquisei antes sobre a profissão”, disse.

O grupo de mulheres que acompanhou o programa Noticidade não impressionou a multimídia Carmem Cestari que ao verem comentou: “São só vocês? As mulheres vão dominar o jornalismo!”.
Carmem destacou a necessidade de mudar de cidade para cursar a faculdade que tanto gosta, que inclusive iniciou os trabalhos na área muito antes, pela pouca estrutura de Campo Grande optou por São Paulo. Tainara Rebelo trabalha na rádio e no jornal online Diário Digital, ela pretende fazer uma pós-graduação em Linguagens, mas também lembra da dificuldade em especialização na área de comunicação na Capital. Já Adeline Fernandes contou para as universitárias que é fundamental a prática da profissão antes de sair da faculdade, ela já se aventurou em todas as áreas, decidindo no final pelo rádio.


Além da FM Cidade, acadêmicos da católica acompanharam a Blink 102, Mega 94, FM UCDB e 104 FM. O evento já está em sua terceira edição e nesta quinta-feira (22), segundo dia do projeto 72 Horas de Jornalismo, todo o grupo que visitou as emissoras de rádio começa a gravar as vinhetas.  “Nós vamos gravar um programa de rádio como se fosse ao vivo”, comenta a professora responsável pela oficina de rádio, Inara Silva. Ela ressalta a rapidez necessária para fechar o programa “pretendemos terminar agora”, disse Inara.