Jornalismo Online

Reportagens desenvolvidas pelos estudantes do curso de Jornalismo da UCDB.





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domingo, 3 de junho de 2012

Vida na Bolívia


Embora seja um dos países mais pobres e menos desenvolvidos da América Latina, a Bolívia proporciona diversas atrações turísticas para quem visita o país. Em La paz (capital boliviana), um brasileiro que se mudou há pouco tempo para o país teve a idéia de mostrar tudo o que a Bolívia tem de melhor, publicando vídeos de suas aventuras na internet.

João Gabriel Serrano Fusquine, 21 anos de idade se mudou para o país no ano passado. Ainda sem muitas amizades pela região, o jovem decidiu mostrar um pouco de suas aventuras bolivianas para os amigos brasileiros. Até hoje ele já produziu doze vídeos aleatórios e de temas diferentes. “Os assuntos sou eu que escolho, baseados no que eu quero e tenho vontade de fazer aqui na Bolívia”, afirma o estudante. A sua média é produzir um vídeo por mês, mas não necessariamente neste intervalo de tempo. “Eu faço quando eu vou fazer algum passeio ou quando me dá vontade de falar sobre aquele assunto”, completa.

Para João, foi difícil se acostumar com a cultura boliviana. “É muito diferente, um pais diferente, cultura diferente, clima diferente... Mas com suas qualidades”, “Então pensei em mostrar aos meus amigos brasileiros como é o lugar onde eu estou vivendo agora”, explica João. As edições, a produção, a filmagem, a edição de texto... Tudo é por conta do jovem brasileiro.  “Eu adoro o que eu faço, o Vida na Bolívia é uma forma de passar o tempo, me divertir e mostrar essas diversões para o mundo virtual”. O “Vida na Bolívia” pode ser assistido pelo youtube.

Bom, agora é só acompanhar um dos vídeos do programa “Vida na Bolívia” e ficar ligado nos próximos posts.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Simplesmente moda


Para começarmos a falar de moda e tudo que a engloba, devemos primeiro discorrer sobre sua história, pois ela é uma rica fonte de inspiração.

Olhamos para trás e percebemos que, em uma época nem tão remota, as roupas já foram mais sérias e comportadas, sem deixar a mostra as curvas dos corpos femininos, independente de estilos, forma ou tamanho.
Em outra época um pouco mais recente, a rebeldia também já foi mostrada em forma de moda, com looks peculiares, agressivos e muitas vezes bem divertidos.
Hoje, vemos a moda se debruçar sobre sua própria história, recriando tendências de um passado elegante. A blogueira Raquel Araújo, conta que a moda é uma maneira das pessoas se diferenciarem das outras, como uma assinatura. “A moda é uma forma de se diferenciar dos demais, o estilo faz toda diferença entre você e a sociedade”.
Para falar sobre moda, não podemos deixar de falar também sobre a mídia, pois ela sempre esteve presente em todas as épocas.
Em um exemplo bem atual, hoje em dia, tudo que é veiculado sobre moda acaba tornando-se mania nacional. Pois é comum encontrarmos nas ruas pessoas usando peças parecidas, e isso nada mais é do que a influência da mídia na moda.
E essa influência é primordial para se criar uma identidade própria, favorecendo que pessoas consigam demonstrar o que querem do mundo e quem realmente são, criando uma ponte direta entre você e o resto do mundo, através do que é mostrado na mídia sobre moda, você decide o que te serve ou não. As pessoas necessitam de uma base para que possam ser orientadas corretamente sobre o que é ou não “tendência”, para onde ir e o que seguir.
Antes de “entrar de cabeça” em uma tendência, a pessoa tem de descobrir seu verdadeiro estilo, sempre buscando informações a respeito e assimilando aquele com o qual se identifica melhor. A partir de então, após estar certa de suas convicções, a pessoa se torna um total refém da moda.
Tudo que engloba o mundo da moda está em constante mudança, mas devemos reafirmar que nem sempre o que está na moda é para todos, pois moda, não se trata apenas de andar bem vestido! Em primeiro lugar, se deve estar bem consigo!
Segundo a blogueira, é simples estar na moda, “Não precisa ser escrava da moda, basta usá-la a seu favor, com elegância, beleza e vaidade, isso é ser chique”.
A releitura das peças antigas, a exploração da ambiguidade, a reflexão sobre conceitos de bom e o mau gosto, e até a mistura de tendências, conseguiram provar que a moda não é mais que a projeção de nossos sonhos, idéias e aspirações, e no mundo da criação tudo é possível.


Abaixo você confere dois videos que falam sobre a evolução da moda:



E  para saber mais sobre o mundo da moda , acesse o site Palpito de Luxo, por Raquel Araújo e Carmen Juliana:



*Jéssica Galvão e Luane Morais*

Yoga: mais que condicionamento físico

Além dos benefícios físicos a Yoga proporciona equilíbrio e união de vários aspectos humanos.

Parte da cultura indiana, o Yoga vai além de exercícios físicos e traz para o praticante, equilíbrio e união de diversos aspectos do ser humano. União é uma das traduções e conceitos que o Yoga traz para quem a pratica e explica que a atividade vai além da garantia de benefícios físicos. Equilíbrio entre espírito, alma e mente por meio do corpo é a união à que a prática do Yoga propõe para o indivíduo.
Originária da Índia, o Yoga não possui um registro exato, embora acredite-se que ela exista há mais de 10 mil anos, quando já existiam estátuas com posturas do Yoga. Definida como filosofia, o Yoga propõe uma nova maneira de viver a vida por meio da reeducação da mente em novos padrões como o auto-equilíbrio e a autotransformação.

Os indianos acreditam que a doença do corpo só acontece pelos conflitos emocionais, por isso usa-se o corpo para alcançar outros níveis de consciência. “O principal objetivo da prática é o desenvolvimento integral do ser humano. Utiliza-se o corpo como instrumento para alcançar esse desenvolvimento”, explica a professora de Yoga, Sandra Tonini.
Além dos ensinamentos, a parte prática da filosofia é chamada Hatha Yoga, na qual são realizadas as asanas, pranayamas, savassana e dhyana, palavras de origem sânscrita, que significam posturas, respirações, relaxamento e meditação, respectivamente.

Segundo a professora, relacionando as posturas com as respirações, o praticante consegue manter a atenção somente no momento presente, estabelecendo assim um hábito de vida. “Quando aprendemos a respirar e a relaxar durante uma postura de yoga, aprendemos a respirar e a relaxar nos momentos de estresse e de ansiedade que enfrentamos na vida. Quando conseguimos estar no presente durante nossa prática de yoga estamos exercitando nossa presença, nosso estado de meditação”, explica Sandra.

Benefícios
 Fortalecimento e definição corporal e alinhamento postural são os benefícios físicos que o praticante adquire com o Yoga, porém acima disso, o praticante harmoniza as emoções e encontra equilíbrio em várias situações do dia a dia. “Os benefícios físicos vêm no pacote, mas esse não é o objetivo central. O Yoga trabalha com o corpo, mas o usa para alcançar outros níveis de consciência, além de diminuir o estresse e ansiedade”, explica a professora.
Há um ano e meio praticando Yoga, Fátima Regina Sales, se definia uma pessoa muito estressada “Na primeira aula já me senti bem, senti que seria bom para o equilíbrio, sem contar no tempo que tiro para mim. Para mim, praticar Yoga é fundamental para não estourar de vez”, conta a aluna.

Já Arlete Porto, levada pela curiosidade começou a ler a respeito do Yoga e concluiu que esta seria a prática que traria muitos benefícios para a sua vida em vários sentidos. “Eu era muito estressada e ansiosa, com a prática consegui um equilíbrio emocional e físico”, conclui a aluna, que pratica Yoga há oito anos.

Matéria: Mayara Bueno e Lismabel Gimenes
Fotos: google imagens

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Atividades econômicas no Pantanal


Crédito da imagem: Ecoa.
 Porto da Manga - MS durante o período de cheia.
Crédito à imagem: Ecoa.
O Pantanal é a maior planície alagada do planeta. Sua área total é estimada em 210 mil km² e cerca de 140 mil km² pertencem ao território brasileiro, em especial aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que juntos concentram a maior parte desse bioma. O ecossistema pantaneiro é extremamente rico apresentando fauna e flora exuberantes, mas o que mais chama atenção é o seu regime de secas e cheias que interfere diretamente nas atividades econômicas e no desenvolvimento das regiões nas quais o bioma predomina.

As principais atividades econômicas desenvolvidas no pantanal são a pecuária, a pesca e o turismo.

Pesca – merece bastante destaque nas regiões pantaneiras e é praticada através de três modalidades: subsistência, que fornece alimentação necessária à população de ribeirinhos; a esportiva que se tornou um atrativo ao turismo; e a pesca profissional que auxilia na fonte de renda de muitos ribeirinhos das comunidades. Outra atividade ligada à pesca é a coleta de “iscas vivas” (pequenos peixes e crustáceos) que servem de alimento para os peixes maiores.

Turismo – nos últimos anos foi bastante aperfeiçoado nas comunidades pantaneiras, principalmente o ecoturismo, rural e de pesca. Além de atrair pescadores amadores e profissionais à prática esportiva, o Pantanal encanta os turistas pela sua beleza natural que sempre é divulgada através das lentes de fotógrafos e cinegrafistas.

Pecuária – é uma atividade de corte (produção de carne) e extensiva, na qual o gado se alimenta das pastagens nativas, e devido ao regime das chuvas nas regiões os animais são deslocados das áreas que serão inundadas às regiões mais secas.

Porto da Manga-MS durante a seca no Pantanal .
Crédito á imagem: Ecoa.
Compreender a relação entre os períodos chuvosos com as atividades econômicas e o desenvolvimento das comunidades é de muita importância. Pois qualquer alteração neste ecossistema desencadeia uma série de consequências, que podem em alguns casos, serem bastante desastrosas.


Podemos citar, por exemplo, o período de Defeso – popularmente conhecido como “Piracema” – no qual os peixes se reproduzem e começou em novembro de 2011 e seguiu até o mês de fevereiro de 2012. Neste ciclo é proibida a pesca sendo liberada apenas em caráter de subsistência, ou seja, para alimentação das comunidades ribeirinhas.

No entanto, houve um atraso nas desovas dos peixes ocasionadas pelo baixo nível das águas e inundações nas bacias pantaneiras. Consequentemente, há um comprometimento na reprodução dos cardumes e desenvolvimento dos peixes, podendo prejudicar diretamente as atividades comerciais das comunidades ribeirinhas, que sobrevivem da pesca profissional e do turismo.

O jornalista e técnico ambiental Jean Fernandes afirma que "o Pantanal e suas comunidades andam juntos, o conhecimento tradicional dos pantaneiros ribeirinhos é fantástico", pois todas as estratégias, pesquisas e práticas sustentáveis são realizadas graças à colaboração dos nativos que habitam a região. As comunidades extraem, cuidam e estudam o ecossistema de maneira consciente e por diversas vezes, atuam como verdadeiros policiais ambientais.

É importante ressaltar que a preservação e a sustentabilidade são os mecanismos que auxiliam na manutenção das atividades no Pantanal. Afinal, as comunidades e os visitantes podem utilizar os recursos que esse ecossistema tão rico oferece basta que todos desfrutem de maneira coerente.

Confira a seleção de órgãos públicos e organizações não governamentais (ONGS) ligadas a proteção e a preservação do Pantanal, além de fornecerem pesquisas e avaliações técnicas em vários segmentos e atividades:
Mapa (com descrições em inglês) do ecossistema
pantaneiro em Mato Grosso do Sul. Crédito à imagem:
Brazil - Travel.

Documentário: Retratos do Pantanal


Retratos do Pantanal é um documentário que mostra a vida e o trabalho de três comunidades ribeirinhas do Pantanal: pescadores de Miranda, Porto da Manga e Serra do Amolar sendo todas localizadas em Mato Grosso do Sul. Belas imagens e boas histórias. Créditos - Produção, edição e finalização: Arley Dias (Nico).

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Escoteiros campo-grandenses realizam ações ambientais aos sábados

Sábado, um dia para ficar em casa, tomar tereré com os amigos, descansar um pouco ou ir para festinhas, mas nem todo mundo usa esse dia para descansar. O movimento escoteiro está presente na vida de muitos campo-grandenses que utilizam o fim de semana para praticar o escotismo e realizar ações voltadas à educação, conscientização ambiental e formação de caráter e cidadania.

Com mais de 35 anos de existência, o Grupo Escoteiro Padre Heitor Castoldi conta com mais de 45 metros. A sede está localizada desde 1999 no Parque das Nações Indígenas, ponto de Campo Grande localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, bem próximo ao futuro Aquário do Pantanal (Confira no mapa abaixo. Clique na imagem para ampliar).


Para descrever o escotismo nada melhor do que palavras dos participantes do movimento. "O escotismo para mim significa praticar e querer o bem de todos e ajudar o próximo sempre", conta a escoteira Beatriz Bonatto.

Meio Ambiente


Chefe dos lobinhos do Grupo Escoteiro Padre Heitor Castoldi desde 2006, Nádia Vico fala sobre algumas das atividades realizadas dentro do movimento. "Desenvolvemos a consciência ambiental e sustentabilidade, sendo que nossos juvenis são motivados a adotar medidas que ajudem a preservar o Meio Ambiente".
Crianças aprendem a analisar folhas de árvores para descobrirem
 o nível de poluição do parque. Foto:
Ben Oliveira.

Como esse grupo se reúne dentro de um parque, a maior preocupação dos membros é manter o parque em bom estado, cuidando da limpeza tanto da área verde quanto do rio.

Conscientização

"Além de manter o parque limpo na área onde estamos inseridos, os juvenis já fizeram algumas campanhas referentes ao lixo e sua destinação, inclusive com um pequeno filme feito dentro do parque, e varias atividades de reciclagem. A Comunidade que freqüenta o parque foi envolvida nessa campanha, recebendo dos juvenis hortas feitas dentro de garrafas pet", diz Nádia Vico.

Para Beatriz, além do cuidado com a natureza o escotismo tem outras funções para o jovem. "Eu adoro o escotismo porque o escotismo  proporciona à criança o trabalho em equipe , conviver com os demais e como nos relacionar com a vida ao ar livre, fazendo com que o jovem aprenda novas coisas e se conscientizando da necessita da preservação da natureza".

Confira abaixo um vídeo gravado em um sábado à tarde na Sede do Grupo Escoteiro Padre Heitor Castoldi, no qual é possível observar as atividades relacionadas ao meio ambiente desenvolvidas pelos escoteiros.



Escotismo

Aos que desejam participar deste grupo, as atividades acontecem todos os sábados das 14h às 17h. Para participar é fácil. A partir dos 7 anos de idade a criança é bem vinda. Se for menor de idade basta ir acompanhada de um responsável. Se for maior de idade basta comparecer e conversar com um dos responsáveis pelo grupo.

Crianças escoteiras de diferentes idades são divididas em matilhas
para realizarem atividades pelo Parque das Nações Indígenas.
Foto: 
Ben Oliveira.

Segundo documento oficial publicado pela União dos Escoteiros do Brasil (UEB), Projeto Educativo do Movimento Escoteiro, o escotismo é um movimento de educação não formal, que se preocupa com o desenvolvimento integral dos jovens, complementando o esforço da família, da escola e de outras instituições. Confira trecho do projeto: "Nosso propósito é contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente no caráter, ajudando-o a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais,afetivas e espirituais, como  cidadãos responsáveis,  participantes e úteis em suas  comunidades".

De acordo com a UEB existem 160 países com Organizações Escoteiras Nacionais, membros reconhecidos pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro. Dados divulgados pela União apontam a existência de mais de 28 milhões de escoteiros em 216 países e territórios.

Veja mais fotos na galeria abaixo:



* Maria Izabel Costa, Ben Oliveira e Gabriel Gomes.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Expressão corporal como instrumento de trabalho

A comunicação é uma das atividades que o ser humano aprende desde o primeiro minuto de vida, o bebê quando nasce descobre que através do choro consegue ser visto e ouvido por todos que estão ao seu redor. 

O escritor Pierre Weil em seu livro “O Corpo Fala” mostra que as expressões que todos fazem com os membros do corpo dizem alguma coisa. Nós vamos mostrar três profissões que utilizam do corpo como forma de aprendizado, trabalho e principalmente expressão.


Yoga como expressão do corpo
Uma integração da mente, do corpo e do espírito para combater, principalmente, o estresse. Assim é o Yoga, de acordo com a professora Ana Lúcia Moraes de Souza, que recebeu nossa equipe de reportagem para uma aula personal com a aluna Maria José e demonstrou duas posturas: a do gato e a da criança.

A expressão corporal, juntamente com exercícios de respiração e o aquietamento da mente podem ser conferidos no vídeo abaixo:




Arte Circense
O professor de Educação Física Leonardo Liziero tem 25 anos e há dois anos incluiu a arte circense na rotina dos alunos da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental da Escola Municipal Ana Lúcia de Oliveira, no bairro Paulo Coelho Machado em Campo Grande.

Leonardo descobriu a arte do circo como forma de aprendizado para os alunos durante pesquisas na internet, logo após sair da faculdade. “Eu queria um diferencial na minha profissão, foi aí que encontrei artigos sobre a arte circense como parte da educação física e fui atrás”, afirma o professor.

Leonardo Liziero, professor de Educação Física que ensina
arte circense para alunos. (Créditos: Aliny Mary Dias)
Depois de passar três meses em uma escola de circo aprendendo os fundamentos básicos da arte, Leonardo propôs para a diretoria da escola a inclusão das aulas na grade das Atividades Curriculares Complementares (ACC).

“No começo os alunos não entendiam muito bem eles achavam que iam se vestir de palhaço, mas logo começamos com a base de equilíbrio e malabares e eles adoraram”, conta Leonardo.

Os alunos de 4 a 10 anos fazem parte do Ensino Infantil e Fundamental e passam o dia inteiro na escola, já que a unidade é uma das duas que têm o método de ensino integral na capital. As aulas são desenvolvidas com base em três princípios do circo: a acrobacia, o equilíbrio e os malabares.

As crianças são apresentadas aos materiais usados no circo, alguns deles são confeccionados pelos próprios alunos. “A perna de pau, por exemplo, é cara, então não tem para todos. Mas algumas coisas nós fazemos aqui mesmo, como as bolinhas dos malabares”, afirma Leonardo.

Alunos aprendem as técnicas circenses nas aulas.
(Créditos: Leonardo Liziero/Arquivo Pessoal)
Em dezembro de 2011 a escola promoveu um festival para apresentar os resultados das aulas, que acontecem duas vezes por semana. Leonardo conta que muitos professores de outras disciplinas perceberam o desenvolvimento dos alunos e a melhora na sala de aula.

“Eles aprendem a se expressar melhor, alguns alunos no começo eram bastante tímidos, quase não falavam nas aulas. Agora eles estão bem mais soltos e as aulas de circo ajudam muito eles”, completa Leonardo.

Clique aqui e confira a galeria de fotos com as apresentações dos alunos de Leonardo!


Dança
O ser humano tem a dança como um elemento para expressar seus sentimentos individuais e coletivos. As pinturas rupestres mostram que os homens das cavernas dançavam para festejar a boa caça, a colheita, o nascimento de um novo membro e até mesmo a preparação para a guerra. A dança marcou e ainda marca presença na história da humanidade.


Cláudia ensina ballet há 17 anos e dança do ventre há 15.
(Créditos: Cláudia Moura/Arquivo Pessoal)
A dança marcou a vida da bailarina Cláudia Moura, que faz ballet desde os dez anos de idade. Cláudia ensina dança do ventre há 15 anos e   ballet há 17. A dança na vida dela possui uma grandiosa importância. 

“Não me vejo sem a dança, acho que se não trabalhasse com isso de alguma forma estaria ligada a ela”, declara Cláudia. É através da dança que ela preenche a alma com os ritmos, movimentos e sensações.

Na dança há quem pretenda seguir carreira profissional, quem quer uma relação despretensiosa, fazendo da dança apenas uma diversão, quem a procura como válvula de escape para o estresse e quem tenta através da dança superar certas limitações pessoais, como a timidez. Integrando os dois percursos: o da interiorização que é a busca de contato consigo mesmo e o da exteriorização que é a expressão através de movimentos livres.

Cada movimento que o corpo faz é comandado pelo cérebro, ou seja, além de dançarmos com os pés, mãos e quadris, dançamos com o cérebro. A arte de dançar mostra um rumo para o ser humano lidar com o próprio corpo, o próprio ritmo, com as emoções e a capacidade expressiva. 

A dança desenvolve uma linguagem corporal subjetiva, que pode tornar-se objetiva, consciente, à medida que nos aprofundamos neste processo onde o corpo, a mente, os sentimentos, os gestos e as posturas, constituem diferentes aspectos interdependentes de uma mesma individualidade. 

“Eu danço com o corpo, com as mãos, os ouvidos, com a imaginação, a minha alma dança”, complementa Cláudia.


Clique aqui e confira o Podcast com a bailariana Cláudia Moura

Aliny Mary Dias, Marithê Lopes e Taryne Zottino